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Fitas Adesivas  

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HISTÓRIA

Coisa de filósofos

Quando no ano 400 A.C., Sócrates , o famoso filósofo grego, saiu à procura de madeira para tapar um agueiro que tinha surgido numa das paredes de sua casa. Enquanto realizava esta delicada operação, a ponta da sua toga impregnou-se de resina de pinho e colou-se na sua perna, facto que realmente incomodou o filósofo. Quando começou a consertar, colou a parte pegajosa da toga com resina no agueiro da parede e este nunca mais se destapou.
O filósofo mostrou o trabalho de reparação aos seus amigos e todos começaram a usar a combinação de tela com material pegajoso para unir todo o tipo de material. Assim, o que era um desagradável incidente, ter que tirar uma toga por estar manchada de resina, foi aproveitado com a criatividade de Sócrates para criar o que podemos considerar como a primeira fita adesiva da história.

Pensos sanitários

Os primeiros pensos adesivos de que se tem referência, fabricados já industrialmente, surgem por 1882 em Hamburgo (Alemanha). Fabricaram-se a partir de "gutapercha", goma obtida de uma árvore de nome "percha". Esta substância era muito próxima ao caucho (denomina-se caucho natural), que é dura no estado natural liquidificando-se quando aquecida. Posteriormente, além dos pensos de gordura com "gutapercha", fabricaram-se outras preparações dermatológicas, como o esparadrapo, com fitas de papel e de tecido de algodão, fio de seda coberta de um lado com um produto plástico destinado a aproximar os bordes das feridas. Em 1886 fabrica-se a primeira fita adesiva à base de tela. Estes produtos serviam também para reparar pneus de bicicletas. Em 1890 já existiam no mercado vários tipos de pensos.
Com o começo do século XX os pensos generalizam-se, transformando-se a fabricação manual em fabricação mecânica. Ao mesmo tempo os fabricantes começaram a pensar que o futuro não está nos pensos médicos e sim nos artigos que permitam uma aplicação mais ampla destes. Depois de anos de investigação, em 1901 aparece o primeiro penso adesivo de colagem imediata e que não arranca a pele. Daquele esparadrapo derivou a primeira fita adesiva que hoje conhecemos.

Questão da guerra

Em 1920 investigadores de uma importante empresa americana, inventaram uma fita adesiva de tela que denominaram Duct Tape (fita de conduto). Esta fita foi pensada para ser usada pelo exército, que necessitava de uma fita forte e impermeável que permitiria manter as munições secas. Como era impermeável os soldados referiam-se a ela como a fita "pato". Esta fita foi amplamente testada na segunda Guerra Mundial e usou-se para quase tudo. Era muito prática porque se podia rasgar à mão e usar para fazer as reparações rápidas a jeeps, aviões e equipamentos militares em geral.
Após a guerra, esta fita feita de tela e caucho natural, começou a usar-se nas instalações de ar condicionado, de calefação e para muitas outras aplicações. A investigação para a guerra tinha criado um material quase perfeito que é hoje bastante utilizado e que conhecemos como fita americana. Em muitas das películas de Hollywood, podemos ver como serve para atar mãos e pés nas filmagens de sequestros ou para evitar que os reféns falem. A fita adesiva todo terreno, também mudou da cor verde escuro do exército para outra de cinzento prateado que é a que conhecemos hoje.

Descolar suavemente

Corria o ano de 1920, nos Estados Unidos, a moda das pinturas a dois tons estava em pleno auge. O aperfeiçoamento da pistola de pintura permite realizar um acabamento cuidadoso, mas o limitar das cores é um problema complicado. Para este trabalho utilizavam-se jornais velhos que se colavam com cola, uma vez terminado o mesmo tinham que se arrancar. O papel gomado que se desenvolve naquela época, permite obter excelentes resultados com uma considerável poupança de tempo. Em 1927 lançou-se a primeira fita de papel com caucho, impermeabilizado e gomado de um lado. Os operários constataram ganhar muito tempo e poupar muita cola a aplicar esta fita à qual chamaram "fita escocesa". Hoje esta fita de pintores é conhecida com o nome de "Krepp" ou "Masking Tape".

Menos ligar e mais segurar

Por 1930 começaram-se a produzir fitas adesivas com um suporte de celofane transparente, este material permitiu começar a utilizar esta fita em embalagens substituindo a corda, a fita adesiva permitia embalar mais rapidamente e obter pacotes mais compactos e herméticos.
Nos anos 70 e 80 já se podiam encontrar fitas adesivas de muitos tipos, em farmácias (pensos), papelarias, lojas de bricolage e ferragens. Hoje a fita adesiva faz parte da nossa vida diária de muitas formas: para embalar, segurar alcatifas, unir cabos de eletricidade, proteger as superfícies antes de pintar, decorar, etc.
Nos nossos dias, a nossa vida já não seria igual sem algum tipo de fita adesiva que nos ajude em alguma coisa.

FABRICO

A qualidade depende dos materiais

Dependendo dos materiais com que se fabrique a fita adesiva podemos obter uma determinada qualidade de produto para uma aplicação concreta.

Como já vimos na história deste material, para o seu fabrico necessitamos de dois componentes:

O SUPORTE – pode ser composto por diferentes materiais, embora a maioria sejam filmes plásticos e de papel;

O ADESIVO – é a massa que faz com que a fita cole, existem diferentes tipos que detalhamos mais à frente.

Assim, os diferentes tipos de suportes e adesivos mais vulgares no mercado são:

1) Suportes:

A RESISTÊNCIA

Os papéis: trata-se de um papel kraft acabado na superfície que pode ser liso ou enrugado, às vezes está impregnado ou tratado e utiliza-se normalmente para os trabalhos de pintura.

O cloro de polivinilo (PVC): é uma película sintética transparente e impermeável, resistente aos ácidos e a certos solventes. Pode fabricar-se em diferentes cores e admite impressão. Podem-se recobrir outras películas em plástico como por exemplo o polipropileno, o polietileno e o poliéster.

O PVC plastificado: é um cloro de polivinilo ao qual se acrescentou um plastificante, o que lhe permite estirar 150 a 200%. Com um tratamento especifico pode ser um excelente condutor elétrico.

Os tecidos de algodão e fibra: têm uma grande resistência à rutura e podem-se cobrir com uma capa de plástico para serem impermeáveis.

Os suportes reforçados: são películas de plástico que estão reforçadas com fios de fibra de vidro, com uma rede têxtil ou com uma capa de fibra que permite obter uma fita de grande resistência.

2) Adesivos:

A COLA

Caucho natural: é um adesivo fabricado a partir de goma obtida da "árvore da borracha". Esta resina dissolve-se com uns dissolventes especiais e aplica-se sobre o suporte. É um adesivo de grande colagem. Este adesivo confere à fita a típica cor caramelo. As cores standard desta cola são o transparente, branco e o castanho.

Hot Melt: este adesivo é à base de cola sintética que se aquece para liquidificar e se aplica sobre o suporte. Há vários tipos de cola e geralmente têm um poder de colagem mais lenta que a do caucho. As cores standard desta cola são o transparente, branco e o castanho.

Acrílico: este adesivo é feito à base de água, é fácil de aplicar mas geralmente de piores resultados que o hot melt ou o caucho. Este adesivo permite ser colorido conseguindo fitas de diferentes cores.

Adesivos especiais: segundo diferentes aplicações, podem-se conseguir adesivos especiais à base de polímeros, acrílicos e outros à base de elastómeros com silicone, oferecendo todos uma excelente resistência ao calor e ao envelhecimento.

A capa de encaixe do adesivo: é importante que o adesivo fique bem seguro à fita num dos lados, para evitar que ao desenrolar a cola fique colada no dorso da mesma. Para isso deve-se colocar antes do adesivo uma capa que promova o perfeito ataque da cola ao plástico.

A capa anti aderente: esta capa é para evitar todo o contrário do anterior. Esta capa anti aderente cobre o inverso do suporte de plástico e evita que este adira à capa de adesivo.
No processo de fabrico também se utiliza uma capa de fixação do adesivo ao suporte e nalguns casos uma capa de anti aderente que permite o fácil desenrolar da fita.

Fazer uma Sandwich: As massas adesivas preparam-se de forma diferente segundo o tipo de adesivo a que se refere. A massa de caucho é a que requer uma maior elaboração já que parte de resinas trituradas e amassadas com dissolventes.

Uma vez obtido o adesivo, faz-se o recobrimento das fitas em máquinas automáticas.

O filme de suporte recebe primeiro uma capa de cera sobre um dos seus lados. Seca-se e depois recebe sobre o outro lado uma capa de anti aderente. Seca-se novamente, recobrindo-se a primeira cara com a massa adesiva. A fita volta-se a secar uma terceira vez e finalmente obtém-se a bobine recoberta de adesivo. Esta bobine é de grandes dimensões sendo depois cortada nas medidas aptas para sua utilização.

Há instalações especiais para fabricar outro tipo de fitas adesivas destinadas a usos técnicos determinados, como os suportes de espuma que se empregam para fazer as fitas dupla face.

Dado serem estes processos extremamente delicados, os fabricantes precisam de um controle de qualidade muito eficaz. Um serviço especial de controle examina as matérias primas, os produtos no desenrolar do fabrico e acabados, assim como todas as operações efetuadas nas diferentes etapas de fabrico. Normalmente efetuam-se controles segundo normas ISO (Internacional Standards Organisation) e normas AFERA (Associação de Fabricantes Europeus de Fitas Adesivas).

PRODUTOS

Fita para Embalagem

Diferentes larguras de fitas adesivas

O mercado mais importante das fitas adesivas é, atualmente, o de embalagem. Calcula-se que 65% de toda a produção de fita adesiva seja destinada a este mercado. Normalmente usam-se para o fecho de caixas, mas também pode ser utilizada para sacos de plástico, para reforçar o envolvimento de paletes, etc.

Pode utilizar-se em diferentes cores, mas as standards são as transparentes, castanhas e brancas. A mais utilizada tem sido a transparente para a fita lisa e a branca para a fita impressa.

O tipo de fita mais utilizado é de 50mm de largura, podendo também usar-se 38 ou 75mm. Em relação ao comprimento utiliza-se em geral 66mts, podendo também gastar 100, 132 ou 200mts.

Esta fita permite realizar uma boa promoção publicitária para o proprietário das embalagens, por isto uma boa parte desta fita vende-se impressa com o nome do cliente. Ao mesmo tempo estas fitas impressas com o nome do cliente são um sistema simples e eficaz de evitar roubos nos transportes, portes, etc, já que é difícil abrir a caixa e depois voltar a fechar com a mesma fita.

Papel crepado - a máscara de usar e tirar

A fita mais utilizada em segundo lugar é a de papel crepado. A sua faturação situa-se entre 10% e 15% do total de vendas de fita adesiva. Esta fita utiliza-se maioritariamente na construção, para pintar as paredes de casas, mas também pode ter outras aplicações como: pintura de carros, rolos de tela, material elétrico, etc.

Outra variante desta fita é a de papel para embalagem na substituição da de plástico e também para fixar quadros por trás. O papel para embalagem usa-se cada vez mais pelas suas características biodegradáveis.

Dupla face

A adesão dupla

Entre 5% e 10% do mercado de fitas adesivas são ocupados pelas de dupla face ou bi adesivas. Estas são as fitas para fixar alcatifas, segurar clichés nas máquinas de imprimir, colar números e cartões de alumínio, etc. É muito usada no setor do automóvel para fixar retrovisores. O suporte desta fita é o seu próprio corpo porque tem adesivo nos dois lados. Isto faz com que necessite de proteção com um papel parafinado que evite a colagem sobre si mesma.

Fitas papelaria

O selo de sempre

São rolos de fita adesiva, geralmente transparentes que se utilizam para fechar embrulhos, presentes, fechar sacos, etc. Geralmente usam-se com um aplicador de mesa ou solto de largura entre 12 e 19mm, o comprimento pode ser de 33 ou 66mts.

Fita reforçada

Esta sim, aguenta

É uma fita adesiva reforçada com fios de fibra de vidro. Normalmente estes fios são colocados longitudinalmente, mas também existem qualidades com os fios colocados longitudinal e transversalmente.

É uma fita muito utilizada, quando colada deve resistir a fortes tensões. Pode-se usar para o fecho de caixas pesadas, segurar lotes de tubos ou de placas de metal.

Fitas plastificadas especiais

A fita dos eletricistas

São fitas de PVC flexível, adaptável e estão concebidas para usar em qualquer instalação elétrica até 9500 volts. Estas fitas têm a característica de não ser inflamáveis. Servem para fazer instalações e reparações elétrica no geral e no caso de fogo o mesmo não se propagar quando em contato com ela.

APLICAÇÕES

Como já acima referido as fitas adesivas formam parte da nossa vida, isto pela grande quantidade de usos que lhes podemos dar. Detalhamos agora algumas dessas mesmas aplicações.

Fechar caixas de cartão. Proteger documentos oficiais. Plastificar. Reparar um jarro partido. Fazer mudanças. Trabalhos manuais. Fazer pacotes de tubos e peças pesadas. Pintar paredes e carros. Fixar alcatifas. Reparar cabos elétricos. Segurar recados nas paredes. Fixação de clichés para impressão. Marcação de solos para determinar espaços nos armazéns, etc. etc..

CONSELHOS PRÁTICOS

Os adesivos perdem força com o tempo pelo que se recomenda não os armazenar mais de 6 meses. As fitas adesivas com suporte de PVC são muito suscetíveis a mudanças de temperatura e especialmente ao frio. Deve-se evitar armazenar este produto em ambientes com menos de 10ºc. As fitas adesivas aplicam-se com simples pressão sobre toda a superfície. É necessário que esta superfície se encontre limpa e seca, sem pó, humidade ou gordura.


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